terça-feira, 3 de julho de 2018



CRÍTICA PEÇA
O SEQUESTRO DA SOGRA

A peça conta a história de uma sogra que é sequestrada e que deve lutar para poder fugir do seu sequestrador. O que ninguém esperava era a facilidade na qual a sogra se livra, o que dá o lado cômico da peça.

Na história, além da sogra, temos a sua família, que é composta pela sua filha, o marido, a amiga da sogra e também a empregada. Nem todos que fazem parte dessa família querem que a sogra se liberte, isso porque existe uma herança, que caso a sogra morra irá ficar para a família. Isso garante momentos divertidos.

A comédia é bem escrachada, com momentos hilários proporcionados pelas boas atuações dos atores. Porém em certos momentos a produção perde um pouco o foco, pecando pelo excesso e ficando um pouco enjoativa.
No geral, o espetáculo agrada o grande público e cumpre seu papel de entreter por 1h30 de duração.


  Nota: 6



CRÍTICA: OS INCRÍVEIS


O filme começa exatamente de onde paramos  no 1º longa. Após o confronto com um super-vilão chamado o Escavador, Beto e Helena são repreendidos pelo governo, que os proíbe de continuar a atuando como super-heróis, afastando-os dessa vida. Porém, Gelado chega para Beto e Helena afirmando que existe alguém querendo colocar os super-heróis de volta à ativa e Helena é escolhida para ser a primeira a começar esta nova tarefa, tudo enquanto Beto fica em casa cuidando de Violeta , Flecha e Zezé.

Os personagens continuam como o grande ponto alto do filme. Cada membro da família apresenta um tipo de conflito consigo mesmo com qual tentam lidar. Beto encara as dificuldades de ser pai em casa, Helena está às voltas com as complicações de ser super-herói, Violeta está com dificuldades nos seus relacionamentos, Flecha com um grande problema em relação à Matemática e Zezé que está descobrindo seus poderes. Os coadjuvantes do original voltam e com força. Gelado ganhou um destaque muito grande neste filme, um ponto muito positivo em função do carisma e da personalidade do personagem. Edna Moda, mais sensacional do que nunca, não foi forçada na trama, passando longe de deixá-la saturada, receio que eu tinha ao entrar no cinema.
A comédia do filme é de altíssima qualidade, com destaque as cenas de humor que tem como protagonistas Beto e Zezé, este último que não tinha recebido destaque no filme anterior. São piadas muito boas, explorando todas as habilidades e poderes do bebê de forma a evoluir a trama e desenvolver os personagens. As piadas não foram simplesmente jogadas, elas têm contexto e não são nem forçadas e muito menos repetitivas.
Com uma narrativa muito bem desenvolvida e a direção mais uma vez certeira de Brad Bird, Os Incríveis 2 é mais uma vez uma animação excelente, com personagens incrivelmente bem construídos (e uma reviravolta previsível). A volta da família Pera às telas é um deleite para aqueles que tiveram o primeiro filme como parte de sua infância e conta uma história digna dos filmes da Pixar.


NOTA: 8.5



CRÍTICA

VINGADORES: GUERRA INFINITA


Após mais de 20 filmes, muita especulação, teorias e “hype”, finalmente Thanos estreia de fato no UMC e como já era de se esperar, é a melhor coisa do filme.

Na trama, Thanos, junto dos seus generais, está em busca das joias do infinito, para que com um estralar dos dedos possa destruir metade do universo. Em uma primeira análise pode parecer um pouco banal e familiar demais, contudo, no decorrer do filme vamos entendendo mais o seu lado, principalmente quando contracena com sua filha, Gamora. O vilão é o personagem principal do filme, o que fez com que outros personagens importantes, como Capitão América, tivesse menos tempo de tela dessa vez.

Um medo que todos tinham era de que o número de personagens excessivos pudessem criar uma trama atropelada e sem desenvolvimento e isso acontece em partes: de fato as coisas parecem um pouco apressadas as vezes, mas o ritmo nunca parece destoar e cada herói tem algo para fazer de acordo com suas habilidades.

A conclusão do filme é de certa forma inesperada, apesar de claramente ser reversível no próximo filme. Isso não muda o fato desse longa ter um caráter menos episódico do que os outros filmes da Marvel e cumprir bem seu papel como o filme do maior vilão desse universo.

NOTA: 8



domingo, 22 de outubro de 2017

A PELE QUE HABITO

   A Pele que Habito é um filme sobre perdas e seus pontos de vista. Em um filme em que todos elementos da assinatura de Almodovar estão presentes, mais uma vez o tema “perda” se faz presente e, dessa vez, não só do ponto de vista feminino como Almodovar fez em outras obras.


   O filme gira em torno de um doutor, Roberto, (muito bem sucedido e frio) que busca incessantemente que seu projeto de “elaboração de uma nova espécie” pele humana imune a queimaduras, picadas de insetos entre outras coisas seja aprovada e colocada no mercado. 

   Com o passar da história descobrimos o passado desse médico, suas reais motivações e o porque ele não mede esforços ,cometendo inclusive atos contra lei para alcançar seus objetivos.

   Apesar de a história seguir boa parte do ponto de vista do médico e suas ações e motivações ditarem o rumo do filme, quem rouba a cena, como de costume nos filmes de Almodovar, são as mulheres. Uma delas é Vera. Apresentada a nós como prisioneira no começo do filme, descobrimos que Vera tem muitas ligações com o passado de Roberto e isso que torna o filme típico de Almodovar, que dessa vez, mistura seu tradicional melodrama com suspense e até um pouco de terror. Outra personagem cativante, é Marília. A famosa “empregada da família” de filmes com famílias tradicionais, cuidou e criou Roberto e até depois de ele grande e formado trabalha para ele. Mas o que também a torna especial é seu passado que é relevado ao decorrer do filme, suas perdas ao decorrer do filme e suas reações distintas diante dela.

   Todos os elementos clássicos de Almodovar se fazem presentes: melodrama, cores quentes (destaque para o amarelo) e mulheres de personalidade forte. O diferencial na película é a inserção do suspense com elementos do terror gore. diretor utiliza de uma trilha sonora forte e intensa para levar o espectador a seu suspense. Além disso nota-se um filme muito verbalizado, mas não expositivo demais. Os diálogos são fortes, tocam o espectador e, por diversas vezes, o surpreendem.

   Como dito no começo, A Pele que Habito é um filme sobre perdas. Todos os 3 personagens principais perdem alguém no decorrer do filme e são essas perdas que nos mostra a personalidade de cada personagem: Roberto é um homem frio, sistemático, calculista, mas no fim das contas só quer ser amado, Marília tem muito da frieza de Roberto, mas também se mostra uma mulher cuidadosa com quem ama e com um lado materno muito aflorado para com essas pessoas e Vera é quem mais se transforma (literalmente) com sua perda, mas ela se torna o elemento de redenção de filme , uma pessoa que errou no passado, se transforma em outra pessoa e essa transformação vem acompanhada de uma nova personalidade – muito dela também pelo aprisionamento – que a faz reencontrar a pessoa que perdeu depois de anos.

   A Pele que Habito não fala só de perdas, trata-se de um filme, acima de tudo, sobre o passado. Quanto que do nosso passado existe em nosso presente? Quanto nossas atitudes são influenciadas por feridas de muitos anos atrás? Almodovar cria uma obra intensa, por vezes, bizarra, mas que no fim das contas não passa de uma história de perdas e o sofrimento desses personagens diante delas.





NOTA: 8.7


segunda-feira, 16 de outubro de 2017

GRAVITY (CRÍTICA)


   Gravidade é possivelmente o filme mais bonito em termos visuais já feito. Alfonso Cuaron cria uma atmosfera que transmite a sensação de realidade e impressiona com a sua beleza. Entretanto, a obra peca no roteiro e tira o potencial de um futuro clássico.



   O filme com a novata no espaço Ryan Stone e o veterano astronauta Matt, esse que está em sua ultima missão, tentando construir um satélite. As coisas saem de controle quando um outro satélite é destruído e os destroços atingem o grupo de Ryan. O roteiro é meramente conceitual: o contraponto do experiente com o novato no espaço é tão forçado quanto o desfecho do filme. A relação entre os dois personagens principais não convence, muito menos o melodrama da mulher que perdeu o filho e vive para o trabalho.

   O destaque individual fica para Sandra Bullock. A atriz está muito bem no papel da engenheira, transmitindo muito bem a sensação de claustrofobia.   

   Visualmente o filme é impecável. A diretora mostra de forma belíssima como o espaço pode ser perigoso em determinadas situações.A trilha sonora também é outro ponto positivo, contribuindo muito para os momentos de tensão.

   Além do roteiro, o filme falha em algumas cenas de ação, muitas delas são repetitivas e tiram a atenção do espectador.

   Gravidade tem aspectos técnicos maravilhosos, mas não vai muito além disso. Apesar de se sustentar pela atuação de Sandra Bullock, o roteiro é frágil e não acompanha a beleza e atmosfera criada por Cuaron.


NOTA: 7,7
   

domingo, 15 de outubro de 2017

TED (CRÍTICA)



   TED tem talvez uma das premissas mais engraçadas e inusitadas do cinema: um ursinho que torna a vida e vira amigo de um garoto solitário. A direção de Seth Macfarlane, criador de Family Guy, tinha tudo para tornar a premissa eficiente, infelizmente, as piadas não são tão engraçadas e inteligentes como da série.


   O filme começa muito bem, tirando sarro de si mesmo e mostrando o quão famoso TED ficou e como ele 
em seguida caiu no esquecimento. Algumas cenas do filme são hilárias. Só pelo fato do urso ser tratado como gente por todos, tendo até mesmo relações sexuais.

  Em certos momentos o tom besteirol do filme é engraçado, mas nem sempre funciona. O filme nãp apela para situações nojentas, mas pessoas muito loucas por terem usado drogas não é mais tão engraçado.

  Ted ter que se afastar de seu amigo Benett (Mark Wahllberg) pra que ele viva em paz com sua namorada é onde o filme mais peca. Isso porque o namoro dos dois é levado muito a sério pelo filme, que deveria tirar sarro dessa situação, assim como faz com as outras. Ted segue a risca a forma de estrutura do gênero, o que incomoda bastante, já que podemos deduzir o final quando o filme ainda está no meio.

   Ted não vai lhe causar momentos de grandes gargalhadas, mas é uma boa pedida para quem busca um besteirol que não apela para momentos nojentos e um romance nos moldes "sessão da tarde" 


NOTA: 5,7
HORRIBLE BOSSES 2  (CRÍTICA)



   Quando me deparei com a primeira cena do filme, tive a sensação de que iria assistir um filme inteligente e que, principalmente, fugisse do já saturado besteirol americano... Pois é, leigo engano.

   Horrible Bosses 2 conta a história de três amigos que estão cansados de serem apenas mais um trabalhador de uma empresa e decidem criar o próprio produto (uma espécie de chuveiro) e distribui-lo. A história até tem uma certa originalidade, porém ela não é bem desenvolvida, as piadas apelam para o pastelão e com cenas muito estendidas, o que cansa o espectador.

   O filme tem sérios problemas de direção. Sean Anders parece pouco inspirado e não consegue aproveitar a boa química entre os personagens, que apesar de extremamente caricatos por conta do roteiro falho, se relacionam bem entre si, criando alguns lampejos engraçados. Além de falhar em não usar adequadamente seus três atores principais, o diretor peca no aproveitamento do elenco de apoio, transformando os papéis de Chistoph Waltz, Jammie Fox e Jennifer Aniston em outros personagens esteriotipados.

   Horrible Bosses 2 tem certos momentos divertidos, como o plano contra o novo chefe do filme e um final que apesar de não ser dos mais criativos, convence. Entretanto, o roteiro ruim e a direção insólida prejudicam o filme, resultando em uma comédia chata e desinteressante. Recomendo-o para quem gostou (muito) do seu antecessor ou para quem procura apenas por mais um besteirol americano.



NOTA: 4,6