domingo, 15 de outubro de 2017

HORRIBLE BOSSES 2  (CRÍTICA)



   Quando me deparei com a primeira cena do filme, tive a sensação de que iria assistir um filme inteligente e que, principalmente, fugisse do já saturado besteirol americano... Pois é, leigo engano.

   Horrible Bosses 2 conta a história de três amigos que estão cansados de serem apenas mais um trabalhador de uma empresa e decidem criar o próprio produto (uma espécie de chuveiro) e distribui-lo. A história até tem uma certa originalidade, porém ela não é bem desenvolvida, as piadas apelam para o pastelão e com cenas muito estendidas, o que cansa o espectador.

   O filme tem sérios problemas de direção. Sean Anders parece pouco inspirado e não consegue aproveitar a boa química entre os personagens, que apesar de extremamente caricatos por conta do roteiro falho, se relacionam bem entre si, criando alguns lampejos engraçados. Além de falhar em não usar adequadamente seus três atores principais, o diretor peca no aproveitamento do elenco de apoio, transformando os papéis de Chistoph Waltz, Jammie Fox e Jennifer Aniston em outros personagens esteriotipados.

   Horrible Bosses 2 tem certos momentos divertidos, como o plano contra o novo chefe do filme e um final que apesar de não ser dos mais criativos, convence. Entretanto, o roteiro ruim e a direção insólida prejudicam o filme, resultando em uma comédia chata e desinteressante. Recomendo-o para quem gostou (muito) do seu antecessor ou para quem procura apenas por mais um besteirol americano.



NOTA: 4,6





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