segunda-feira, 16 de outubro de 2017

GRAVITY (CRÍTICA)


   Gravidade é possivelmente o filme mais bonito em termos visuais já feito. Alfonso Cuaron cria uma atmosfera que transmite a sensação de realidade e impressiona com a sua beleza. Entretanto, a obra peca no roteiro e tira o potencial de um futuro clássico.



   O filme com a novata no espaço Ryan Stone e o veterano astronauta Matt, esse que está em sua ultima missão, tentando construir um satélite. As coisas saem de controle quando um outro satélite é destruído e os destroços atingem o grupo de Ryan. O roteiro é meramente conceitual: o contraponto do experiente com o novato no espaço é tão forçado quanto o desfecho do filme. A relação entre os dois personagens principais não convence, muito menos o melodrama da mulher que perdeu o filho e vive para o trabalho.

   O destaque individual fica para Sandra Bullock. A atriz está muito bem no papel da engenheira, transmitindo muito bem a sensação de claustrofobia.   

   Visualmente o filme é impecável. A diretora mostra de forma belíssima como o espaço pode ser perigoso em determinadas situações.A trilha sonora também é outro ponto positivo, contribuindo muito para os momentos de tensão.

   Além do roteiro, o filme falha em algumas cenas de ação, muitas delas são repetitivas e tiram a atenção do espectador.

   Gravidade tem aspectos técnicos maravilhosos, mas não vai muito além disso. Apesar de se sustentar pela atuação de Sandra Bullock, o roteiro é frágil e não acompanha a beleza e atmosfera criada por Cuaron.


NOTA: 7,7
   

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