CRÍTICA: OS INCRÍVEIS
O filme começa
exatamente de onde paramos no 1º longa.
Após o confronto com um super-vilão chamado o Escavador, Beto e Helena são
repreendidos pelo governo, que os proíbe de continuar a atuando como
super-heróis, afastando-os dessa vida. Porém, Gelado chega para Beto e Helena
afirmando que existe alguém querendo colocar os super-heróis de volta à ativa e
Helena é escolhida para ser a primeira a começar esta nova tarefa, tudo
enquanto Beto fica em casa cuidando de Violeta , Flecha e Zezé.
Os
personagens continuam como o grande ponto alto do filme. Cada membro da família
apresenta um tipo de conflito consigo mesmo com qual tentam lidar. Beto encara
as dificuldades de ser pai em casa, Helena está às voltas com as complicações
de ser super-herói, Violeta está com dificuldades nos seus relacionamentos,
Flecha com um grande problema em relação à Matemática e Zezé que está
descobrindo seus poderes. Os coadjuvantes do original voltam e com força.
Gelado ganhou um destaque muito grande neste filme, um ponto muito positivo em
função do carisma e da personalidade do personagem. Edna Moda, mais sensacional
do que nunca, não foi forçada na trama, passando longe de deixá-la saturada,
receio que eu tinha ao entrar no cinema.
A
comédia do filme é de altíssima qualidade, com destaque as cenas de humor que
tem como protagonistas Beto e Zezé, este último que não tinha recebido destaque
no filme anterior. São piadas muito boas, explorando todas as habilidades e
poderes do bebê de forma a evoluir a trama e desenvolver os personagens. As
piadas não foram simplesmente jogadas, elas têm contexto e não são nem forçadas
e muito menos repetitivas.
Com uma narrativa muito
bem desenvolvida e a direção mais uma vez certeira de Brad Bird, Os Incríveis 2
é mais uma vez uma animação excelente, com personagens incrivelmente bem
construídos (e uma reviravolta previsível). A volta da família Pera às telas é
um deleite para aqueles que tiveram o primeiro filme como parte de sua infância
e conta uma história digna dos filmes da Pixar.
NOTA: 8.5
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